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domingo, 6 de maio de 2012

STF aprova por unanimidade a política de cotas raciais

Por Daiane Souza
O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou nesta quinta-feira (26) a constitucionalidade do sistema de cotas raciais adotado pelas universidades públicas brasileiras. O julgamento teve como resultado a conclusão unânime dos 10 ministros da mais alta corte do país quanto à improcedência da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 186, proposta pelo Partido Democratas (DEM).

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Antropologia dos Orixás - Ivan da Silva Poli

Com o intuito de contribuir com a lei 10639/03, a Editora Acadêmica Terceira Margem, apresenta, Ivan da Silva Poli através do livro " Antropologia dos Orixás", que é resultado de cursos de extensão sobre cultura Africana Yorubá em diversos locais de São Paulo, como o Centro Cultural Africano de São Paulo e a Biblioteca Municipal de Osasco.


Apesar do enfoque antropológico e livro é destinado também a Educadores, Historiadores, Religiosos de todas as vertentes e todos aqueles envolvidos com as Ciências Humanas que se interessem por temas relativos a Africa , cultura Afro-brasileira e identidade brasileira. A obra e indicada sobretudo para os que lutam pelos ideais ao combate de todo tipo de discriminação, seja religiosa, racial ou o sexismo.

O Lançamento ocorrerá dia 7 de maio ( sábado ) as 12.30 na Bibloteca Municipal de Osasco Monteiro Lobato ( Rua Marechal Rondon, 260 Centro)

A partir do dia 9 de maio a venda estará disponível no site da Editora Acadêmica Terceira Margem . www.terceiramargem.com na seção de Antropologia.

Convido a todos a que participem do lançamento , adquiram o livro e o divulguem,

Com as bençãos de nossos ancestrais africanos que nem sempre conhecemos.

Ivan da Silva Poli ( Osunfemi )

sexta-feira, 22 de abril de 2011

No Brasil, negros vivem seis anos a menos que a população branca

No Brasil, negros vivem seis anos a menos que a população branca

Jorge Américo,
De São Paulo, da Radioagência NP

A expectativa de vida da população negra – formada por pretos e pardos – é de 67 anos no Brasil. De acordo com o Relatório Anual das Desigualdades Sociais, esse tempo é inferior ao registrado entre os brancos, que vivem 73 anos em média. O levantamento foi feito pelo Núcleo de Estudos de População, da Unicamp, e divulgado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) nesta terça-feira (19).
O estudo ainda revela que a probabilidade de um homem negro morrer assassinado é duas vezes maior, quando comparado a alguém que se autodeclara branco. As mortes de negros nessas circunstâncias cresceram num período de seis anos, enquanto a média geral teve um recuo. Em 2007, 44 mil pessoas foram assassinadas no país. Aproximadamente 64% das vítimas eram negras.
Essas desigualdades também foram verificadas na educação. Em 2008, por exemplo, 62% dos jovens negros com idade entre 11 a 14 anos não estavam cursando a série correta. Já entre os brancos, menos de 46% estavam atrasados na escola. Segundo o relatório, oito em cada dez estudantes pretos e pardos, de 15 a 17 anos, estavam cursando séries abaixo de sua idade ou tinham abandonado o colégio no período avaliado.

Racismo no futebol

Racismo no futebol

15/4/2011
Por Elton Alisson
Agência FAPESP – Atos racistas, como os que tiveram como alvos os jogadores Roberto Carlos e Neymar recentemente, em jogos na Europa, costumam ganhar maior repercussão justamente quando ocorrem no exterior.
Quando acontecem em estádios brasileiros, episódios como esses costumam ser minimizados ou negados pelos autores e até mesmo pelos próprios atletas hostilizados, devido à ideologia de que o Brasil é uma democracia racial e isento de racismo, segundo dissertação de mestrado em história social defendida em fevereiro na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP).
Intitulado “Além dos gramados: história oral dos negros no futebol brasileiro (1970-2010)”, o estudo foi feito por Marcel Diego Tonini e contou com Bolsa da FAPESP.

CONTINUE LENDO(FAPESP)

MAIS (USP)


Mais informações: (19) 9712-8046, (19) 3243-6934, email marceldt@gmail.com

Casa das Áfricas de endereço novo

A Casa das Áfricas está de casa nova

O novo espaço conta com uma biblioteca mais ampla, para melhor abrigar o material em constante aumento; uma área para exposições e consulta do seu acervo de cultura material, cujas preciosidades estavam tão fora do alcance dos pesquisadores e amantes de peças africanas; uma sala para palestras, mais confortável e equipada, e um café para os usuários. Aguardem Novidades.

Rua Jaciporã, 88

Perdizes

Endereço: Rua Jaciporã, 88 - Perdizes. Cep: 01256-110. São Paulo.

Tel: 3801-1718


Agenda



terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A Escravidão Acabou?


É África, mas existe muito mais pelo mundo afora...

http://kurioso.files.wordpress.com/2009/09/cocoa_gal_01.jpg

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Brasil - Último exilado da ditadura militar chega ao Rio


Brasil - 21/07/2009 - 19h50


Último exilado da ditadura militar chega ao Rio

Antonio Geraldo da Costa , de 75 anos, último exilado da ditadura militar, chegou nesta terça-feira (21), ao Aeroporto Internacional do Rio.


“Neguinho-tigre”, como era conhecido, é ex-integrante da Associação de Marinheiros em 1964, realizou ações da Aliança Libertadora Nacional (ALN), grupo armado de Carlos Marighella, e fugiu para a Suécia na década de 1970.

Ele pediu anistia em 2005, mas temia voltar ao Brasil, porque não acreditava na democracia brasileira. Ele recebeu anistia em 2008.Neguinho foi saudado pelo grupo “Amigos de 68” e festejado no aeroporto Tom Jobim como “o último exilado brasileiro”, que preferiu ficar no exterior após a anistia política de agosto de 1979.


Ele vivia desde 1972 na Suécia, sob a identidade de Carlos Juarez de Melo, com a qual obteve nova cidadania, casou-se, teve dois filhos e trabalhou como cozinheiro para frades e auxiliar num asilo de velhos. Por mais de três décadas, viveu sob a falsa identidade que o inibiu de retornar ao Brasil.


O velho marinheiro imaginava que, mesmo depois da anistia, poderia ser preso pelos assaltos a bancos e, ao mesmo tempo, temia que as autoridades suecas o extraditassem, caso revelasse o nome verdadeiro.


O amigo Guilem Rodrigues Silva, também ex-marinheiro, ex-militante e exilado na Suécia desde o começo da década de 1970, foi quem mais o encorajou a regularizar sua situação e retornar legalmente ao Brasil.


No aeroporto, em meio à ansiedade da espera, Guilem lembrou lances da vida em comum com Neguinho. “Eu já vivia em Lund, cidade universitária sueca, em 1972, quando a polícia dinamarquesa me procurou porque três ciganos me haviam citado como contato.


Realmente eu havia recebido 2.500 dólares e comprei as passagens de dois deles, que fugiam do Chile, onde a situação política se deteriorava rapidamente”, disse Guilhem. “Aos poucos fomos todos convencendo Neguinho a resolver sua situação.


O fato de ele ter conseguido a cidadania sueca com nome falso realmente preocupava, mas sua história era verdadeira. A perseguição política e as torturas no Brasil não eram invenção”, afirmou. “Nos anos 1970, havia muitos brasileiros na Suécia, eu conheci o [Fernando] Gabeira dirigindo metrô por lá.


Com a anistia e o tempo, todos foram retornando e só ficamos eu e o Neguinho. Eu porque tenho oito filhos e quatro netos suecos, ele porque tinha o problema do nome falso, um detalhe que só os amigos mais próximos e sua própria família conheciam.” Foi, a propósito, uma amiga do exílio, Eliete Ferrer, também ex-militante da esquerda, quem ao voltar para o Brasil foi à luta e conseguiu uma segunda via da certidão de nascimento de Neguinho. Foi também o pontapé inicial da sua viagem de volta. Com base na certidão, o advogado Modesto da Silveira, defensor de inúmeras causas durante a ditadura militar, obteve a anistia e a aposentadoria como suboficial da Marinha, há cerca de dois anos.


Ao mesmo tempo, Guilem acertou com o advogado Sten de Geer, membro da nobreza sueca, o processo de indulto pelo crime de falsidade ideológica, e Neguinho pôde se livrar das amarras que o impediam de voltar ao Brasil sem sustos. Por isto, em meio às manifestações na sua chegada, ergueu o passaporte brasileiro como troféu. “Quero agradecer ao ministro da Justiça, Tarso Genro, por ter mandado uma pessoa daqui para regularizar a minha situação e eu conseguir meu passaporte”, disse.


Entre os antigos companheiros presentes à chegada, estavam os presidentes da Unidade de Mobilização Nacional pela Justiça (UNMA), ex-marinheiro José Alípio Ribeiro, e do Movimento Democrático pela Anistia e Cidadania (MODAC), ex-marinheiro Raimundo Porfírio Costa, além do advogado Modesto da Silveira e a amiga Eliete Ferrer, em cuja casa Neguinho ficará hospedado “até arrumar um apartamento”, como disse Guilem.

segunda-feira, 9 de março de 2009

História Geral da África

Núcleo de Estudos da UFSCar fará tradução da coleção sobre História Geral da África em Parceria com Unesco e Ministério da Educação objetiva curso de formação de professores e distribuição de volumes para bibliotecas públicas
O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB) da UFSCar será o responsável pela tradução de oito volumes da coleção sobre a História Geral da África. A coleção é reconhecida como a principal obra de referência internacional sobre o Continente. O NEAB recebeu R$ 600 mil para a execução do projeto em parceria com o Ministério da Educação e a Unesco.
A proposta tem como objetivo disponibilizar a obra completa nas páginas eletrônicas do MEC, da UNESCO e da UFSCar, além de distribuir volumes para todas as bibliotecas públicas do País. "A tradução responde a ausência secular de informações sobre o continente africano em língua Portuguesa", explica o professor Valter Roberto Silvério, coordenador do NEAB e consultor da Unesco. Silvério, que é professor do Departamento de Sociologia da UFSCar, ocupa também a presidência da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN). "A primeira mudança é que as pessoas percebam que a história da África é a história da humanidade", completa.
A primeira publicação da obra foi lançada no final da década de 80 com o original em Francês, e outras duas edições em Inglês e Espanhol, todos pela editora J. Kizerbo. A tradução para o Português terá como referência a edição em Francês. Os oito volumes tratam da Metodologia e Pré-história (v. 1), Antiga Civilização (v. 2), África do século VII ao XI (v. 3), dos séculos XII ao XVI (v. 4), séculos XVI ao XVIII (v. 5), século XIX - até 1880 (v. 6), a dominação colonial de 1880 a 1935 (v. 7) e desde 1935 em diante (v. 8).
O prazo para entrega da tradução dos oito volumes vence no final de dezembro. O próximo passo do NEAB é montar uma equipe de tradutores para cada volume. A parceria com a Unesco e o Ministério da Educação contribuirá para facilitar o acesso a essas informações, restrita hoje a um público privado pelo poder aquisitivo e conhecimento de outro idioma. Cada volume, de capa dura, custa em torno de 250 dólares. A tradução beneficiará todos os países que se utilizam de língua Portuguesa.Toda a articulação deste projeto teve início em novembro de 2007, durante um workshop na Unesco ministrado pelo professor Valter Silvério, em Brasília. A análise identificou como grande problema para conhecer e trabalhar a história da África a ausência de material de referência. O diagnóstico selou a parceria com o Ministério da Educação e a Unesco.
O trabalho de tradução surge num momento importante em que se discute, no Brasil, o Plano Nacional de implementação da lei 10.639, de 2003, que trata da história da cultura Afro-Brasileira e Africana. O documento final deverá ser entregue ao Ministério da Educação no próximo mês de julho. Em linhas gerais, prevê o curso de formação de profissionais da educação sobre a história da África e cultura africana com o objetivo de suprir a carência de informações e transmitir esse conhecimento aos alunos. A proposta é realizar a maior quantidade de cursos de formação continuada de professores para influenciar e mudar a formação da graduação. Isso significa implantar a História Geral da África em todos os cursos de licenciatura.
Silvério analisa que todo esse trabalho contribuirá para mudar significativamente a leitura sobre a cultura africana. Primeiro porque passa a colocar na formação dos professores do Ensino Básico referências positivas sobre a África. Segundo, para desmistificar a centralidade do processo histórico pela civilização européia. E, terceiro, alterar o ambiente de formação das crianças, dos jovens e dos professores. "Houve um período de expropriação econômica do continente africano, de destruição cultural e apagamento do significado da cultura africana no processo histórico do período colonial. Esse momento representa a possibilidade de reencontrar com o passado da humanidade", analisa Valter Silvério.

Acadêmicos Afrobrasileiros

Acadêmicos afrobrasileirosA nova edição da Revista Ethnos Brasil coloca em debate uma série de polêmicas científicas em curso na sociedade, como o tema da construção etnocêntrica do conceito de cidadaniaAgência FAPESP
A presença do professor negro em sala de aula é um dos temas centrais da Revista Ethnos Brasil, publicação semestral do Núcleo Negro para Pesquisa e Extensão (Nupe) da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

O objetivo da revista é estimular a pesquisa, a extensão, o intercâmbio e o debate de idéias em caráter multidisciplinar e internacional no âmbito universitário.

A edição coloca em debate uma série de polêmicas científicas em curso na sociedade, como o tema da construção etnocêntrica do conceito de cidadania, abordado por Amauri Mendes Pereira, da Universidade Estadual da Zona Oeste (RJ).

A impossibilidade de se vivenciar a cultura negra sem recorrer às histórias dos antepassados é o tema do artigo de Alba Cleide Calado Wanderley e Mirian de Albuquerque Aquino, da Universidade Federal da Paraíba. Antônio Carlos dos Santos, mestre em história pela Unesp de Assis (SP), analisa as fontes iconográficas como contribuição para uma história da música no Brasil.

A prática pedagógica do Movimento Negro é o tema de Ana Beatriz Sousa Gomes, das Universidades Federais do Ceará e do Piauí, em parceria com o organizador da publicação, Henrique Cunha Junior, da Universidade Federal do Ceará (UFC).

A memória e visibilidade na poesia afrobrasileira é o tema de Moema Parente Augel (Alemanha). Dawn Duke (Estados Unidos) aborda o desenrolar de uma literatura afrobrasileira comprometida. A união dos homens de cor na década de 1940 no Brasil é o tema do artigo de Joselina da Silva (UFC).

A publicação conta ainda com cinco resumos de dissertações e teses, duas resenhas e quatro indicações de livros recentes sobre temas de interesse da população negra e da pesquisa sobre relações étnicas.

Mais informações: www.unesp.br/proex/nupe, ou pelo telefone (11) 5627-0551.

Matéria publicada em:
http://sociologiacienciaevida.uol.com.br/

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Morre Miriam Makeba





Símbolo contra a segregação racial, sul-africana de 76 anos teve parada cardíaca após show contra racismo.
A cantora sul-africana Miriam Makeba, conhecida no mundo como "Mama África", morreu na madrugada desta segunda-feira, 10, após um show no sul da Itália, informou o hospital em que ela estava. Um funcionário da privada Clínica Pineta Grande, na localidade de Castel Volturno, afirmou que a cantora morreu logo após dar entrada no hospital. Aos 76 anos, a artista era um símbolo internacional contra a segregação racial e tinha entre seus sucessos a música Pata Pata. Ela morreu seguindo suas convicções, após fazer um show em homenagem a um escritor italiano que vem sofrendo ameaças da máfia.
www.estadao.com.br